Quarta-feira, Abril 15, 2009

2.2 – À LAREIRA DO SOL * A palavra

 
    A palavra, suspensa, balouça
    ao sabor dos afagos da brisa
    e, num vago murmúrio, precisa
    proibidos anseios de moça…
 
    É o fruto em promessa da flor,
    suculento, a sonhar-se maduro.
    Ai, anelos do tempo futuro
    de ousadias de estios de ardor!
 
    E a palavra é mulher e fascina!
    E o feitiço entontece e cativa!
    E o poema, nas formas a haver,
 
    encandeia-se na tremulina
    que, gaiata, se dá e se esquiva,
    balouçando entre o ser e o não-ser…
 
 
José-Augusto de Carvalho
21 de Março de 2009.
Viana de Fochem*Évora*Portugal
Publicado por José-Augusto de Carvalho em 19:02:28
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